A introdução das estrobilurinas marcou um avanço significativo no manejo de doenças em grandes culturas. Inicialmente desenvolvidas como fungicidas de alta eficiência, essas moléculas passaram a ser reconhecidas também por sua capacidade de modular processos fisiológicos nas plantas, promovendo maior eficiência metabólica, vigor e produtividade.

Entretanto, para que tais benefícios sejam plenamente expressos, a tecnologia de aplicação — especialmente a escolha do adjuvante agrícola — torna-se determinante.

Neste artigo, exploramos como as estrobilurinas afetam o metabolismo vegetal e por que adjuvantes com essências vegetais (como as tecnologias Aplik®, Syntnela® e Sintex Citri® da Síntese Agro) são superiores aos óleos minerais na otimização desses efeitos no campo.

O Papel dos Adjuvantes na Performance da Pulverização

Os adjuvantes são aliados indispensáveis nos tratamentos fitossanitários. Segundo Van Zil et al. (2010), eles atuam favorecendo:

Isso contribui para aplicações mais eficazes e resultados consistentes na lavoura. Porém, nem todos os adjuvantes interagem da mesma forma com a fisiologia da planta.

1. Estrobilurinas e seus Efeitos Fisiológicos: Além do Controle de Doenças

As estrobilurinas possuem como mecanismo primário a inibição da respiração mitocondrial dos fungos. Contudo, ao serem aplicadas nas plantas, desencadeiam respostas fisiológicas altamente benéficas, conforme citam Amaro et al. (2019) e Venancio et al. (2003):

Aumento da Fotossíntese Líquida

Ao reduzir o ponto de compensação de CO₂, as estrobilurinas ampliam a capacidade fotossintética, aumentando a assimilação de carbono e gerando ganhos diretos em crescimento.

O “Efeito Verde” (Retardamento da Senescência)

A aplicação reduz a produção de etileno, hormônio responsável pelo envelhecimento foliar. O resultado é a manutenção de folhas verdes e funcionais por mais tempo, essenciais nas fases críticas de enchimento de grãos.

Eficiência no Uso de Nutrientes

Com menor estresse oxidativo, a planta melhora a assimilação de nitrogênio, apresentando uma arquitetura mais equilibrada.

2. A Influência do Adjuvante na Performance Fisiológica

Os benefícios citados acima dependem de como o ingrediente ativo é depositado e absorvido. Fatores como espalhamento da gota, tempo de secagem e penetração cuticular são decisivos.

É aqui que o uso de tecnologias como Aplik®, Syntnela® e Sintex Citri® deixa de ser opcional. Diferente de adjuvantes genéricos, essas soluções alteram as propriedades físico-químicas da calda para maximizar a interação com a folha sem causar agressão aos tecidos (Cunha et al., 2017).

3. Fitotoxicidade por Óleo Mineral: Um Risco para a Aplicação Foliar

Estudos alertam que o uso de óleos minerais na pulverização exige cautela.

Atenção: Embora melhorem a absorção, os óleos minerais podem custar caro à sanidade da planta se causarem fitotoxicidade.

4. Adjuvantes com Essências Vegetais: A Melhor Estratégia

Ao contrário dos minerais, os óleos, extratos e essências vegetais apresentam compatibilidade química superior com a cutícula foliar. As vantagens incluem:

  1. Segurança (Menor Fitotoxicidade): Reduzem drasticamente o risco de queima das folhas, preservando o aparato fotossintético.
  2. Absorção Otimizada: Sua estrutura favorece a difusão pela cutícula, acelerando a entrada da estrobilurina.
  3. Sustentabilidade: São biodegradáveis e possuem menor impacto ambiental.

5. Evidências: Essências Vegetais Elevam Clorofila e Carotenoides

Ensaios realizados em Maringá/PR (2025) em cultura de soja demonstraram a superioridade das tecnologias Síntese Agro.

O estudo comparou a aplicação de estrobilurina (piraclostrobina) isolada, com óleo mineral e com os adjuvantes Aplik®, Syntnela® e Sintex Citri®.

Resultados Observados (7 dias após aplicação):

TratamentoClorofila AClorofila BClorofila TotalCarotenoides
Controle (Sem aplicação)BaixoBaixoBaixoBaixo
Piraclostrobina IsoladaMédioMédioMédioMédio
Piraclostrobina + Óleo MineralMédio/BaixoMédio/BaixoMédio/BaixoMédio/Baixo
Piraclostrobina + Tecnologias Síntese Agro*AltoAltoAltoAlto

*Considerando Aplik®, Syntnela® e Sintex Citri®.

Tabela 1. Pigmentos fotossintéticos sete dias após a aplicação de estrobilurinas (piraclostrobina) isolada e associada a adjuvantes com óleo mineral e com essências vegetais, como Aplik®, Syntnela® e Sintex Citri® – tecnologias Síntese Agro, em plantas de soja. Maringá/PR, 2025.

A associação da piraclostrobina com óleo mineral não potencializou os efeitos fisiológicos de forma estatisticamente superior ao controle em algumas variáveis, indicando que o óleo atuou apenas como agente físico, limitando o potencial metabólico.

Já os adjuvantes com essências vegetais promoveram os maiores incrementos em pigmentos fotossintéticos, comprovando que menor estresse na aplicação resulta em maior efeito verde.

Conclusão

A escolha do adjuvante define o teto produtivo das estrobilurinas. Enquanto o óleo mineral apresenta riscos de fitotoxicidade que podem anular os ganhos fisiológicos, os adjuvantes com essências vegetais (Aplik®, Syntnela® e Sintex Citri®) provaram ser a escolha estratégica para:

  1. Aumentar a deposição e absorção;
  2. Reduzir o estresse oxidativo na planta;
  3. Maximizar a fotossíntese e a produtividade.


Perguntas Frequentes (FAQ)

O que é o efeito verde das estrobilurinas?

É um fenômeno fisiológico onde a aplicação de fungicidas estrobilurinas reduz a produção de etileno e aumenta a atividade fotossintética, mantendo as folhas verdes por mais tempo e retardando a senescência.

Por que evitar óleo mineral com estrobilurinas?

O óleo mineral pode causar fitotoxicidade (queima das folhas) e danificar a camada cerosa, especialmente em dias quentes, o que prejudica a fotossíntese que a estrobilurina deveria proteger.

Quais as vantagens dos adjuvantes com essências vegetais?

Eles possuem maior afinidade com a cutícula da folha, garantindo absorção rápida sem causar danos aos tecidos, além de serem biodegradáveis e sustentáveis.


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